União Africana reconhece Moçambique pelo protagonismo na inclusão financeira das mulheres | Notícias CLD
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União Africana reconhece Moçambique pelo protagonismo na inclusão financeira das mulheres

União Africana reconhece Moçambique pelo protagonismo na inclusão financeira das mulheres

Moçambique alcançou uma importante distinção continental ao ser reconhecido pela União Africana como o primeiro Estado-Membro a operacionalizar, a nível nacional, a iniciativa WYFEI (Women and Youth Financial and Economic Inclusion), virada para a inclusão económica e financeira da mulher e da juventude.

A homenagem teve lugar nesta segunda-feira (19), na capital etíope, Adis Abeba, durante a sessão de abertura do 2.º Diálogo Egumeni sobre Inclusão Financeira e Económica das Mulheres, um evento de alto nível programado para decorrer até à próxima quarta-feira (21).

A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, esteve presente em representação do Governo moçambicano para receber a distinção, tendo igualmente intervindo na cerimónia inaugural do fórum, que junta representantes governamentais, entidades bancárias, sector privado e organizações da sociedade civil para acelerar mecanismos práticos de empoderamento no continente.

Na sua locução, a governante enfatizou que o país posicionou a emancipação económica feminina no centro das prioridades nacionais e da estratégia de erradicação da pobreza. Este compromisso traduz-se em acções concretas, como a implementação do Fundo de Empoderamento da Mulher e a consolidação da Rede Nacional de Mulheres para a Inclusão Financeira e Económica.

“A prosperidade de África não pode ser construída deixando as mulheres à margem da economia”, vincou a Ministra, acrescentando que “a África que queremos deve ser construída com as mulheres, com a sua liderança, o seu talento e o seu poder económico”.

O 2.º Diálogo Egumeni decorre sob o lema “Construindo uma África Resiliente através da Aceleração da Inclusão Financeira e Económica das Mulheres”, concentrando os seus debates no reforço do acesso ao financiamento, integração nos mercados, inovação e eliminação das barreiras estruturais que travam o pleno envolvimento das mulheres no desenvolvimento económico do continente.

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