O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar controvérsia internacional ao divulgar, na sua plataforma Truth Social, a imagem de um mapa que identifica o estratégico estreito de Ormuz sob a designação de "novo território dos EUA".
Na imagem publicada pelo chefe de Estado norte-americano, a crucial passagem marítima surge assinalada num círculo, acompanhada por grafismos com as cores e estrelas da bandeira dos Estados Unidos e a menção explícita à alegada nova soberania territorial.
Esta publicação surge no seguimento de declarações recentes do próprio líder norte-americano, que já havia expressado a intenção de formalizar a anexação daquela área estratégica assim que o país concretize o que considera ser a derrota militar do Irão, num momento em que os canais diplomáticos entre Washington e Teerão se encontram bloqueados.
Ainda na passada sexta-feira, num comício político em Long Island, Nova Iorque, Trump enfatizou que pretende impor um bloqueio rigoroso na região, assegurando que o trânsito de qualquer embarcação pela rota dependerá exclusivamente da autorização das autoridades norte-americanas.
Adicionalmente, em mensagens anteriores na mesma rede social, o presidente dos EUA chegou a garantir que Washington já detém o "controlo total" da zona navegável e que as forças iranianas não têm capacidade de reação, alegando que os bombardeamentos efetuados desde o início do ano reduziram drasticamente o poderio militar de Teerão — uma versão categoricamente rejeitada pelo governo iraniano.
A escalada do conflito e das retóricas atinge um novo pico após o fim do prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento firmado entre os dois países em meados de junho. O acordo, que estipulava a suspensão de ações militares e o arranque de negociações para uma solução definitiva, colapsou devido a acusações mútuas de incumprimento e ao consequente reatar das hostilidades.
Localizado geograficamente entre o Irão e Omã, o estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais relevantes do planeta para o abastecimento energético global, sendo responsável pela passagem de uma parcela substancial do comércio mundial de petróleo e gás natural.