Uma determinação judicial de grande impacto nos Estados Unidos renovou a esperança de milhares de famílias afetadas pelas recentes restrições de imigração do país. A juíza Jeannette Vargas, do Tribunal Distrital do Sul de Nova Iorque, anulou a medida da administração de Donald Trump que bloqueava a concessão de vistos de imigrante para cidadãos originários de 75 nações, entre as quais 26 países africanos. De acordo com a magistrada, a norma adotada em janeiro de 2026 era flagrantemente ilegal e violava os preceitos das leis federais migratórias.
A diretriz agora revogada impedia a emissão de vistos de residência permanente alegando que os solicitantes poderiam se tornar um encargo financeiro para o sistema público de assistência social dos Estados Unidos.
As sanções atingiam diversos países da África — como Nigéria, Gana, Tanzânia, Ruanda e República Democrática do Congo —, além de territórios na América Latina, Caribe e Ásia. A sentença destacou que o secretário de Estado, Marco Rubio, extrapolou as suas prerrogativas legais ao impor uma proibição generalizada baseada apenas na nacionalidade dos requerentes, ignorando a necessidade de análises individuais pelos serviços consulares. Com esta decisão, o Departamento de Estado fica obrigado a reavaliar os processos indeferidos e a retomar o atendimento personalizado de cada pedido.
A ação contra a medida governamental foi movida por organizações de apoio aos imigrantes e por cidadãos norte-americanos que tentavam trazer familiares para o país. Até ao momento, o Departamento de Estado ainda não emitiu nenhum parecer oficial sobre a deliberação da Justiça.
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