Três moçambicanos, vítimas de tráfico humano e falsas promessas de trabalho, desembarcaram na noite da última quinta-feira no aeroporto de Chimoio, em Manica, vindos da República Centro-Africana (RCA). As vítimas fazem parte de um grupo de 14 cidadãos recrutados ilegalmente por um empresário chinês para trabalhar na exploração de ouro.
De acordo com a Direção Provincial de Migração de Manica, as autoridades conseguiram organizar o regresso de sete pessoas, mas quatro delas desapareceram misteriosamente na cidade de Ndele, na RCA, antes do embarque. Operações continuam em curso para localizar os restantes 11 cidadãos e capturar o responsável pelo recrutamento ilegal.
Helton Inoque, de 21 anos, uma das vítimas resgatadas, relatou que o grupo deixou Moçambique em maio com a promessa de um salário mensal de 40 mil meticais. No entanto, ao chegarem ao destino final, o valor foi drasticamente reduzido para 15 mil meticais e os trabalhadores foram submetidos a condições precárias e desumanas nas minas, inclusive sem acesso a refeições regulares.
As autoridades moçambicanas estão a colher depoimentos dos sobreviventes para identificar possíveis cúmplices que continuem a operar esta rede de tráfico dentro do país.
fonte: aimnews.org