Uma tragédia num centro de detenção no estado de Níger, na Nigéria, resultou na morte de pelo menos 37 jovens que haviam sido detidos sob a acusação de praticarem mineração ilegal de ouro. O terrível episódio, registado na cidade de Minna, gerou indignação generalizada, protestos populares e a abertura imediata de um inquérito oficial.
Os detidos tinham sido capturados no início da semana no distrito de Borgu e encontravam-se sob a responsabilidade do Corpo de Defesa e Segurança Civil da Nigéria (NSCDC). Perante a dimensão da catástrofe, o governador da província, Mohammed Umaru Bago, classificou o acontecimento como uma perda irreparável e declarou três dias de luto oficial.
As causas exactas das mortes permanecem sob forte controvérsia. De um lado, a versão do NSCDC sustenta que uma enfermidade súbita atingiu os reclusos; por outro, sobreviventes e investigações da imprensa internacional denunciam que perto de 65 indivíduos foram amontoados numa cela sem qualquer ventilação, provocando a morte de dezenas por asfixia.
O impacto do sucedido levou centenas de cidadãos às ruas de Minna a exigir responsabilização criminal e garantias dos direitos humanos no sistema prisional. A resposta das autoridades envolveu o disparo de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, enquanto a polícia assegura que prosseguem as averiguações para apurar com rigor os culpados.