O comércio informal afirma-se, cada vez mais, como a espinha dorsal do sustento financeiro de milhares de agregados familiares em Moçambique. Diariamente, vários cidadãos ocupam os passeios e mercados para assegurar recursos básicos diante das complexidades socioeconómicas que o país enfrenta.
Nas ruas da cidade de Maputo sobressaem histórias de superação diária, como o caso de Marcelina, uma licenciada que recorreu à venda informal para garantir o sustento do seu lar. Da mesma forma, relatos como o de Catarina, que comercializa cana-de-açúcar no meio do tráfego automóvel, ilustram como o sustento familiar depende do trabalho independente nas artérias urbanas.
A opção de comprar aos vendedores de rua gera um impacto directo na economia doméstica de quem actua no sector, viabilizando a alimentação diária e a escolarização das crianças. A actividade comercial de pequena escala reafirma-se, assim, como uma via essencial para a preservação da dignidade e autonomia financeira de inúmeros cidadãos moçambicanos.