O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, exonerou Messias Uarreno do cargo de secretário-geral pouco tempo após a sua nomeação. Para liderar a estrutura executiva da formação política, foi designado James Njiji, que exercerá a função de forma interina até à homologação pelo Conselho Nacional.
Com apenas um ano de existência, a ANAMOLA regista assim a passagem do seu terceiro secretário-geral pela segunda posição mais relevante da hierarquia partidária. A porta-voz da organização justificou a mudança como um procedimento habitual, decorrente das intensas pressões políticas com que o partido se tem confrontado no cenário atual.
Apesar da substituição, Alberto Manhique, porta-voz do partido, assegurou que Messias Uarreno permanece na cúpula sénior da organização e que o processo ocorreu num clima de total harmonia e colaboração interna.
A par da reorganização dos quadros, a ANAMOLA aproveitou a ocasião para manifestar profunda preocupação relativamente a episódios recentes de violência contra os seus afetos. O partido denunciou uma série de raptos e homicídios direcionados a membros da agremiação ao longo do território moçambicano, destacando um incidente ocorrido na última semana na província de Inhambane.
Diante desta conjuntura, a liderança partidária exigiu esclarecimentos urgentes da parte das instituições públicas e do Estado, sublinhando que a consolidação do Estado de Direito e da democracia não pode ser comprometida pela violação contínua das liberdades fundamentais dos cidadãos.