Oposição interna da Renamo classifica convocação do Conselho Nacional como estratégia de sustentação de Ossufo Momade | Notícias CLD
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Oposição interna da Renamo classifica convocação do Conselho Nacional como estratégia de sustentação de Ossufo Momade

Oposição interna da Renamo classifica convocação do Conselho Nacional como estratégia de sustentação de Ossufo Momade

O grupo de ex-combatentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) que se opõe à gestão de Ossufo Momade voltou a manifestar-se publicamente, reafirmando o compromisso de realizar ações firmes para libertar a força política da atual liderança. Os dissidentes sustentam que a marcação do Conselho Nacional representa apenas uma tática dilatória formulada para evitar a destituição do líder do partido.

Durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, João Machava, porta-voz dos ex-guerrilheiros, informou sobre a organização da segunda reunião de coordenação da autointitulada comissão de gestão, agendada para os dias 12 e 13 deste mês. Na ocasião, o porta-voz criticou a postura da direção, acusando-a de falta de transparência e de recusa em dialogar para alcançar um entendimento pacífico entre as fações.

De acordo com Machava, o adiamento sucessivo de compromissos internos é uma prática recorrente na gestão de Momade, a quem acusa de recorrer a manobras para postergar decisões cruciais. Para os contestatários, entrar no Conselho Nacional sem um consenso prévio apenas aprofundará as fissuras internas, sendo imprescindível a realização de um congresso extraordinário para delinear o futuro da liderança.

A convocação oficial do Conselho Nacional da Renamo para os dias 21 e 22 de outubro, na capital moçambicana, visa debater a conjuntura nacional e os conflitos internos. No entanto, a pressão sobre a direção tem aumentado significativamente, impulsionada por figuras históricas e veteranos que chegaram a ocupar sedes do partido em protesto contra a atual linha orientadora.

As queixas contra Ossufo Momade envolvem acusações de má administração, falhas na distribuição de pensões aos ex-combatentes e desgaste político. O clima de insatisfação agravou-se após o pleito geral de outubro de 2024, no qual a Renamo obteve apenas 6% dos votos, registando o pior desempenho eleitoral do seu historial e perdendo a posição de principal força opositora no país.

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