Uma intervenção de fiscalização de grande escala realizada na cidade de Maputo culminou na apreensão de mais de oito mil produtos farmacêuticos introduzidos de forma clandestina no país. A operação extraordinária mobilizou diversas entidades estatais com o objetivo de travar a circulação ilegal de fármacos.
A ação foi liderada pela Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME), em estreita parceria com o Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCC), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Inspecção de Saúde.
Segundo dados avançados por Brito Simango, entre o material apreendido encontra-se um volume significativo de substâncias supostamente medicinais completamente desprovidas de rótulos ou de elementos mínimos que permitam a sua identificação e rastreabilidade.
O cenário gera forte preocupação entre os responsáveis da saúde pública, já que existe o risco real de alguns destes produtos terem sido consumidos pela população sem que se conheça a sua real composição, procedência ou condições de conservação.
A ausência de informações fundamentais, como o nome do fabricante, número do lote e prazo de validade, impede qualquer verificação de autenticidade. A ANARME adverte que consumir produtos nestas condições acarreta graves riscos para a saúde humana.
Esta operação integra uma estratégia nacional reforçada de combate ao mercado negro de medicamentos e produtos sanitários em Moçambique. As autoridades continuam com os trabalhos de investigação para apurar a origem do material e responsabilizar os infratores nos termos da lei.
