Entre janeiro e agosto deste ano, mais de uma centena de trabalhadoras do sexo foram vítimas de agressões físicas, tortura, burlas e raptos. Os dados alarmantes, divulgados pela Associação AMAVIDA, expõem a extrema vulnerabilidade a que estas mulheres estão sujeitas no exercício da atividade, que constitui a sua principal fonte de rendimento.
De acordo com os relatos recolhidos pela organização, os crimes ocorrem maioritariamente durante ou após os encontros com clientes, registando-se situações de ameaças graves e privação ilegal de liberdade. A escalada da violência está a gerar forte preocupação entre as entidades que apoiam mulheres em situação de risco.
Em resposta às denúncias, a Polícia Nacional confirmou ter recebido várias participações formais apresentadas pelas vítimas e garante que os casos estão a ser devidamente investigados pelas autoridades competentes. Diante do cenário crítico, a AMAVIDA apela com urgência a um reforço das medidas de segurança e proteção para travar a vaga de crimes contra a classe.
fonte: rn.co.mz