Em uma carta aberta endereçada ao Chefe de Estado moçambicano, divulgada no dia 20 de setembro de 2026, o ativista Adriano Nuvunga colocou no centro das atenções a recente onda de assassinatos com motivações políticas. A iniciativa lança luz sobre as crescentes ameaças à estabilidade democrática do país e levanta sérios questionamentos a respeito das garantias de segurança para quem exerce a cidadania e a participação política.
No documento, Nuvunga traz à tona crimes recentes e alarmantes. Entre os episódios citados estão a morte de Ilídio Facitela Gustavo — mobilizador da ANAMOLA em Morrumbene e testemunha-chave no processo de Venâncio Mondlane perante o Tribunal Supremo — e o assassinato a tiros do brigadeiro reformado da Renamo, Pensado Alfinete, registrado na província de Sofala. De acordo com o ativista, essas execuções reabrem feridas profundas na história da democracia multipartidária do país.
Diante do cenário crítico, a missiva argumenta que as autoridades não podem desconsiderar o cunho político dessas mortes e exige que o Estado conduza investigações rigorosas para identificar tanto os executores materiais quanto os mandantes. Nuvunga adverte ainda que iniciativas como o Diálogo Nacional Inclusivo perdem credibilidade enquanto famílias continuarem a chorar a perda de entes queridos sem respostas da justiça, clamando por uma postura presidencial firme que assegure uma política sem violência e promova uma reconciliação fundamentada na verdade.
