A tranquilidade dos moradores do bairro de Magoanine, na capital moçambicana, tem sido constantemente interrompida pelo funcionamento de uma oficina de produção de caixões instalada em plena área residencial. De acordo com relatos da vizinhança, o estabelecimento opera sem restrição de horários, gerando barulho excessivo ao longo do dia e durante a madrugada, além de libertar um odor desagradável que invade as habitações próximas.
Apesar de ressaltarem que não são contra iniciativas econômicas de sustento familiar, os cidadãos locais contestam veementemente o facto de o empreendimento ter sido implantado no coração do bairro sem qualquer tipo de consulta prévia ou aviso à comunidade.
O impasse ganha contornos ainda mais complexos devido ao histórico da parcela de terra ocupada. A população afirma que o terreno pertencia originalmente a uma família local e foi expropriado pelo município sob a promessa de construção de um mercado público. O projeto comunitário jamais saiu do papel e, no lugar da feira prevista, instalou-se o negócio privado.
Diante dos transtornos e das incertezas sobre a legalidade do empreendimento, os residentes cobram uma ação imediata do Conselho Municipal de Maputo. A comunidade exige uma fiscalização rigorosa das condições operacionais do local e esclarecimentos formais sobre o processo de cessão do espaço.