Os cofres públicos do Estado moçambicano sofreram um prejuízo estimado em mais de 3,23 mil milhões de meticais ao longo do primeiro semestre de 2026, em consequência de atos ilícitos e esquemas de corrupção. Os dados foram divulgados pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
A informação foi confirmada pelo porta-voz da instituição, Romualdo Johnam, durante a apresentação do balanço das atividades processuais levadas a cabo no período em análise. Do montante total desviado, o Estado conseguiu reaver uma fração mínima, fixada em cerca de 581 mil meticais.
De acordo com o responsável, o avanço dos processos resultou do trabalho de investigação do Ministério Público, impulsionado por denúncias da população e pela colaboração estratégica de entidades públicas e privadas. Entre as instituições intervenientes destacam-se a Inspecção-Geral de Finanças, o Tribunal Administrativo, a Inspecção-Geral da Administração Pública e o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFIM).
Perante a dimensão dos estragos financeiros, o GCCC apela aos agentes dos setores público e privado e à sociedade civil para que adotem princípios éticos e de transparência. A entidade exorta igualmente os cidadãos a combater a impunidade, utilizando a linha verde (843404) para denunciar qualquer ato suspeito de corrupção.