Ilídio Facitela Gustavo, que exercia o cargo de Coordenador de Mobilização Política do partido ANAMOLA no distrito de Morrumbene, foi vítima de um crime brutal na província de Inhambane. O líder comunitário havia sido raptado na sexta-feira, 11 de setembro, e o seu cadáver foi localizado no dia seguinte, sábado, no distrito vizinho de Homoíne.
A confirmação do homicídio foi divulgada por meio de uma nota oficial emitida pela Direcção Nacional de Informação da ANAMOLA. No documento, a agremiação política condena categoricamente a ação violenta, classificando-a como uma grave agressão à integridade física e à liberdade, e exige das autoridades policiais e judiciais uma apuração imediata, rigorosa e independente.
O crime ganha desdobramentos ainda mais delicados devido ao posicionamento do presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane. O dirigente revelou que Ilídio Gustavo era uma das suas testemunhas arroladas no processo em curso no Tribunal Supremo. Mondlane classificou a coincidência como inquietante e lamentou a perda do seu mobilizador.
A relação entre a vítima e o caso judicial assume papel de relevo no cenário local, dado que o julgamento de Mondlane no Tribunal Supremo estava agendado para o início de outubro. Contudo, a audiência pode sofrer um adiamento a pedido dos advogados de defesa, que apontaram conflitos de agenda para solicitar uma nova data.
A ANAMOLA reiterou o pedido de justiça e cobra das instâncias competentes a identificação, captura e responsabilização legal de todos os envolvidos no homicídio.
