O mundo do desporto está de luto após o assassinato do pugilista sul-africano Zolani “Last Born” Tete, de 38 anos. O ex-campeão mundial de boxe foi atingido por vários disparos na noite de sexta-feira, 21 de agosto, em frente à sua residência situada em Mdantsane, na província do Cabo Oriental.
De acordo com informações prestadas pela polícia local e confirmadas pelo ministro dos Desportos da África do Sul, Gayton McKenzie, o atleta aguardava a abertura do portão da sua casa dentro do próprio veículo quando foi surpreendido por uma emboscada. Dois homens armados e encapuzados saíram de outra viatura e dispararam repetidamente contra o seu automóvel. Tete ainda tentou refugiar-se no quintal, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Uma mulher de 27 anos que o acompanhava no momento do ataque também foi atingida por diversos disparos. Ela foi socorrida e permanece sob cuidados médicos num hospital da região. Até ao momento, as autoridades não efetuaram qualquer prisão e a motivação por trás do crime continua desconhecida, enquanto as investigações prosseguem.
Com uma trajetória de enorme prestígio no boxe profissional, Zolani Tete conquistou títulos mundiais em diferentes categorias. O desportista cravou o seu nome na história do boxe em 2017 ao nocautear o compatriota Siboniso Gonya em escassos 11 segundos, feito registado como o nocaute mais rápido de sempre numa disputa de título mundial.
O trágico homicídio ocorreu poucas semanas após o fim de uma suspensão de quatro anos que o mantinha afastado dos ringues. O pugilista encontrava-se em fase de preparação para assinalar o seu regresso às competições. A morte de Tete gerou uma onda de consternação no país, com o ministro dos Desportos a prestar-lhe homenagem e a destacá-lo como um dos melhores lutadores já produzidos pela África do Sul.
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