O Tribunal da Comarca de Luanda determinou a condenação do criador de conteúdos angolano Gerson Emanuel Quintas, popularmente conhecido como "Man Genas", a dois anos de prisão com pena suspensa, após ser julgado pelo crime de ultraje ao Estado.
A deliberação judicial concluiu que o influenciador fez acusações graves que ligavam oficiais das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional a redes de narcotráfico.
Como condição para manter a liberdade, o tribunal determinou que "Man Genas" permaneça impedido de utilizar redes sociais durante o período de dois anos. O incumprimento desta restrição implicará o cumprimento imediato da pena na prisão.
Apesar da sentença, o arguido acabou por ser absolvido das acusações de ofensas contra o Presidente da República, João Lourenço, bem como dos crimes de associação criminosa e instigação pública ao crime, por falta de provas consistentes.
A sua esposa, que constava no mesmo processo como arguida, foi totalmente ilibada das acusações. Contudo, recebeu uma penalização idêntica referente ao uso da internet, ficando igualmente proibida de frequentar redes sociais por dois anos.
A equipa de defesa confirmou que não irá recorrer do veredito. Com esta decisão, o influenciador preserva a sua liberdade, desde que respeite integralmente o afastamento do meio digital imposto pela Justiça.