O sepultamento de uma mulher no bairro Vumba, localizado no distrito de Manica, encontra-se suspenso devido a uma exigência financeira feita pela família da falecida ao viúvo. Inicialmente, os parentes cobravam uma quantia fixada em 550 mil meticais para autorizar a realização das exéquias fúnebres.
A vítima perdeu a vida no Hospital Distrital de Manica em decorrência de complicações de saúde, deixando três filhos. Desde a confirmação do óbito, o corpo permanece retido na morgue daquela unidade sanitária em razão do impasse criado entre os familiares da malograda e os do viúvo.
Paralelamente à cobrança, surgiram acusações no seio familiar relativas a supostas práticas de feitiçaria atribuídas à mãe do viúvo, alegações que carecem de qualquer comprovação oficial. Diante do impasse, o conflito familiar foi submetido à intervenção das lideranças administrativas do bairro e das instâncias judiciais locais.
Segundo informações apuradas junto de fontes próximas ao caso, a exigência inicial acabou por ser renegociada para 400 mil meticais. O viúvo já efetuou um adiantamento de 50 mil meticais e deverá assinar uma declaração de compromisso para regularizar o valor remanescente de 350 mil meticais. Episódios semelhantes, motivados por divergências relacionadas com o lobolo ou pendências financeiras familiares, têm sido reportados com alguma recorrência em várias comunidades da província.