O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de Moçambique confirmou que nove gestores e técnicos das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) foram formalmente acusados e terão de responder em tribunal por alegadas práticas de gestão danosa e ilícitos contratuais.
De acordo com o porta-voz do órgão, Romualdo Johnam, os processos envolvem irregularidades em negócios de compra e alienação de aeronaves, serviços de catering e pagamentos sem qualquer fundamentação contratual. Num dos processos já remetidos ao judiciário, quatro dos arguidos são imputados pelo crime de abuso de cargo ou função por ignorarem as normas vigentes de aquisição pública.
Em contrapartida, as autoridades decidiram pelo arquivamento do inquérito que apurava a suspeita de uma ordem do Presidente do Conselho de Administração para o pagamento ilícito de seis milhões de dólares na aquisição de uma aeronave. As auditorias e diligências realizadas concluíram que não há indícios criminais, tratando-se apenas de falhas de cariz procedimental, financeiro ou disciplinar.
Por fim, o representante do GCCC destacou a crescente celeridade no julgamento de casos de corrupção nos tribunais do país, destacando a província de Nampula, onde dezenas de processos da mesma natureza já foram concluídos.