O antigo ministro da Educação de Moçambique, Alcídio Ngoenha, lançou um severo aviso sobre os perigos da corrupção no país, classificando-a como um veneno capaz de desestruturar o futuro da nação. Durante o encerramento da reunião nacional de quadros da Frelimo, o influente militante defendeu o afastamento dos quadros que não dignificam a orgânica do partido no poder.
Ao traçar um diagnóstico sobre o cenário atual, Ngoenha sublinhou a urgência de a Frelimo regressar às suas origens ideológicas para resgatar os valores fundamentais da governação e defender o projeto coletivo dos moçambicanos.
O político enfatizou que a corrupção assume diversas formas para além do aspeto financeiro. Segundo Ngoenha, comportamentos como a arrogância, o nepotismo e a cultura do servilismo — popularmente conhecida como "lambebotismo" — constituem manobras sofisticadas e extremamente danosas para a credibilidade das instituições públicas.
Para o ex-governante, os dirigentes devem pautar-se pela humildade e agir em estrita conformidade com os anseios da população, mantendo vigilância contínua contra atitudes que deshonram o legado da luta de libertação nacional. Promessas de nomeações para cargos públicos em troca de apoio político foram igualmente apontadas por ele como atos ilícitos que corroem a ética partidária.
Alcídio Ngoenha é uma figura de destaque na política nacional, tendo ocupado a pasta de ministro da Educação e Cultura entre os anos de 2000 e 2005.
Fonte: O País
Fonte: Revista do tempo