O setor industrial moçambicano enfrenta sérios constrangimentos e continua aquém de atingir a sua plena capacidade produtiva. O Executivo reconhece que a redução do ritmo de produção observada nos últimos anos decorre, sobretudo, da escassez de matérias-primas, da falta de divisas no mercado financeiro e de um apoio ainda insuficiente ao fomento da produção nacional.
A avaliação foi feita pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, no decorrer de uma visita de trabalho ao Grupo de Empresas Nurmamad (GEIN), localizado no posto administrativo de Netia, distrito de Monapo, província de Nampula.
Segundo o governante, a retração do desempenho industrial preocupa as autoridades, exigindo uma atuação coordenada entre o setor público e privado para identificar com precisão as causas do problema. Muhate salientou que a dificuldade de acesso a divisas sugere que o país pode estar a importar num volume superior ao inicialmente previsto.
Durante a sua intervenção, o titular da pasta da Economia sublinhou que, no primeiro ano do atual mandato, o Governo concentrou esforços em reformas destinadas a aprimorar o ambiente de negócios. O grande objetivo, defendeu, passa por agregar valor à produção interna, evitando a exportação de matérias-primas em bruto, o que permitiria gerar mais postos de trabalho e atrair investimentos para fortalecer a indústria transformadora local.
Apesar dos desafios identificados, o ministro ressaltou a relevância económica da província de Nampula, posicionando-a como a capital económica do país devido à dinamização do seu parque industrial e ao seu elevado potencial de produção.
Na fábrica visitada em Monapo — que emprega 300 trabalhadores nacionais e estrangeiros —, a capacidade de produção diária alcança as 600 toneladas de óleo e 300 toneladas de sabão.
A deslocação do ministro da Economia a Nampula enquadra-se nas ações de monitoria do ambiente de negócios e de acompanhamento do nível operacional das indústrias da região.
