Um caso controverso está a causar grande comoção no bairro Josina, na cidade de Tete, onde duas jovens, de 16 e 19 anos, foram expulsas de casa pelas próprias famílias. A decisão drástica ocorreu após a circulação de fotografias e vídeos de cariz íntimo num grupo de WhatsApp pertencente a uma comunidade religiosa local.
A partilha não autorizada dos ficheiros privados na plataforma de mensagens gerou imediata indignação entre os membros do grupo e provocou uma reação severa por parte dos encarregados de educação, que optaram por afastar as jovens do convívio familiar.
Segundo relatos que circulam na região, a revolta dos familiares intensificou-se após tomarem conhecimento de que as duas jovens estariam, alegadamente, a comercializar esses conteúdos explícitos na internet, utilizando grupos fechados de redes sociais para distribuir o material mediante cobrança financeira.
A suspeita de envolvimento na venda de conteúdos digitais aumentou o choque dos pais, culminando na expulsão definitiva das jovens da residência familiar.
O sucedido está a alimentar intensos debates na comunidade sobre o uso responsável das redes sociais, a exposição exagerada da privacidade, bem como os limites da atuação da família e das congregações religiosas na orientação da juventude.
Apesar da repercussão social, até ao momento não há qualquer confirmação oficial por parte da Polícia da República de Moçambique ou de outras instâncias judiciais sobre o caso, nem informações sobre o início de um processo de investigação.
A identidade das envolvidas e a origem do material não foram divulgadas. Por se tratar de uma situação que envolve uma menor de idade, a produção, posse ou redistribuição de ficheiros de cariz sexual configura uma violação grave da lei, sendo expressamente recomendado que tais conteúdos não sejam partilhados ou guardados.
Importa salientar que as alegações sobre a venda do material e as razões da expulsão assentam exclusivamente em testemunhos populares e não constituem factos provados judicialmente.