Na abertura da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, realizada na cidade de Chimoio, na província de Manica, o Presidente da República, Daniel Chapo, detalhou os eixos centrais que orientam a sua ação no poder executivo. Durante o encontro, o governante explicou o significado político e económico dos três pilares da sua gestão: a valorização do trabalho, a consolidação da independência financeira e a necessidade de renovar métodos de atuação para atingir metas mais expressivas.
Ao defender a máxima “vamos trabalhar”, o chefe de Estado associou a diretriz à exigência de maior disciplina, rigor e produtividade, tanto nas instituições públicas quanto no setor privado. A visão está igualmente sintetizada no livro de sua autoria, “Renovar Moçambique: Uma Nova Era, um Pacto com o Povo”, lançado com uma tiragem de 15 mil exemplares, no qual advoga que as riquezas naturais do país devem ser convertidas em prosperidade real para as famílias moçambicanas.
No âmbito da independência económica, o líder moçambicano destacou que a consolidação da soberania nacional depende diretamente do estímulo à produção interna e da criação de bases sólidas para financiar o progresso do país. Chapo ressaltou que esse posicionamento não visa o isolamento de Moçambique no cenário internacional, mas sim permitir que a nação participe no comércio global de forma autônoma e sustentável.
Por fim, ao abordar o lema de adotar novas abordagens para alcançar resultados diferenciados, o Presidente reforçou a importância de manter processos eficazes, corrigir falhas operacionais e abandonar velhos hábitos burocráticos. O evento em Chimoio conta com a presença de cerca de três mil participantes e encerra um ciclo de debates preparatórios para a apreciação de propostas que serão submetidas ao 13.º Congresso da Frelimo.