Os combatentes desmobilizados da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, estão a exigir a saída imediata da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da polícia da sede da organização em Quelimane. A presença das forças de segurança no local ocorre num momento de profunda crise interna do partido.
A sede da delegação tinha sido inicialmente bloqueada pelos próprios desmobilizados, numa tentativa de forçar a demissão do presidente da Renamo, Ossufo Momade. O líder do partido tem sido alvo de forte contestação interna e responsabilizado pelos fracos resultados obtidos nas últimas eleições gerais.
A intervenção e ocupação do edifício por parte da polícia de choque agravou o cenário. Segundo Edgar Silva, coordenador da Comissão de Gestão da Renamo, a militarização das sedes partidárias está a impedir o diálogo e a inviabilizar os esforços para ultrapassar as divergências entre as fações opostas.
O grupo de protestantes garante que o objetivo da ação não é a destruição do património, mas sim exigir uma transição na liderança que permita a reunificação da Renamo. Os desmobilizados exigem ainda uma auditoria interna aos resultados do pleito de 2024 para apurar responsabilidades e reorganizar o partido.
fonte: aimnews.org