O julgamento do político moçambicano Venâncio Mondlane, segundo candidato mais votado nas últimas eleições gerais do país, pode não ocorrer na data prevista de 6 de outubro. A defesa do arguido submeteu um requerimento formal ao Tribunal Supremo a solicitar o adiamento da sessão para uma data a anunciar.
A confirmação do pedido foi feita pelo juiz conselheiro Pedro Nhatitima durante o lançamento do programa "Tribunais de Porta Abertas". De acordo com o magistrado, o Ministério Público já emitiu o seu parecer sobre a matéria, cabendo agora à Secção Criminal da alta corte avaliar se estão reunidas as condições para acatar a solicitação.
Nhatitima reforçou que requerer o adiamento é um direito processual legítimo do réu. Perante alegações públicas sobre uma suposta motivação política do caso, o juiz apelou à serenidade da população, reafirmando a independência e imparcialidade das instâncias judiciárias moçambicanas.
Outra questão em aberto diz respeito ao pedido formulado por Mondlane para que a sessão seja transmitida em direto por órgãos de comunicação social nacionais e internacionais, assim como em plataformas digitais. Embora os julgamentos sejam públicos, a transmissão ao vivo depende de autorização expressa da Secção Criminal do Tribunal Supremo, que se pronunciará oportunamente sobre o tema.