O Chefe do Estado, Daniel Chapo, anunciou publicamente a intenção de desenvolver parques industriais na Zona Económica Especial de Nacala, localizada na província de Nampula. O projecto visa providenciar infra-estruturas essenciais, nomeadamente acesso à terra, água, energia eléctrica e rede viária, no intuito de criar condições favoráveis para a atracção de novas indústrias.
“Queremos pólos de desenvolvimento que gerem actividade económica. Por isso, nesta Zona Económica Especial de Nacala, queremos começar a construção dos primeiros parques industriais”, afirmou Chapo, na cidade de Nacala-Porto, durante o discurso de abertura da Conferência Anual de Valorização dos Minerais e Desenvolvimento (CAVAME-d 2026).
Na sua intervenção, o Presidente da República destacou igualmente o plano de estruturação das Zonas Francas Industriais de Locone e Minhuene, espaços vocacionados para o processamento de recursos minerais estratégicos no país, tais como o zircónio, a grafite e o háfno.
Para a consolidação das unidades fabris no país, o estadista moçambicano frisou a importância do acesso a fontes de energia a preços competitivos, a desburocratização e celeridade nos processos de licenciamento, o financiamento de projectos a longo prazo e a capacitação contínua dos quadros nacionais, elementos fundamentais para reforçar a competitividade do sector industrial.
O Presidente apelou ainda ao tecido empresarial para que adopte programas transparentes de integração de fornecedores locais, exortando paralelamente as instituições bancárias a disponibilizarem soluções financeiras adequadas às necessidades das pequenas e médias empresas.
A edificação dos novos parques industriais e a infra-estruturação das zonas francas de Locone e Minhuene integram o pacote de iniciativas governamentais destinadas a dinamizar o investimento produtivo na região norte do país.
Este evento insere-se num programa abrangente focado na valorização dos recursos naturais de Moçambique, congregando igualmente a Conferência sobre Logística da Aviação na Indústria Extractiva e a Feira de Gemas de Nampula.
A agenda integra ainda a realização do primeiro leilão de rubis em solo moçambicano, um marco que, segundo o Presidente da República, irá projectar o potencial mineiro do país à escala internacional e alavancar outros sectores fulcrais, como o turismo e a prestação de serviços.
