Comandante da polícia de Chinde e dois estrangeiros são detidos em Moçambique | Notícias CLD
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Comandante da polícia de Chinde e dois estrangeiros são detidos em Moçambique

Comandante da polícia de Chinde e dois estrangeiros são detidos em Moçambique

Um oficial da Polícia da República de Moçambique (PRM), que exercia as funções de comandante distrital em Chinde, na província da Zambézia, foi detido no âmbito de uma investigação conduzida pelo Ministério Público. O processo envolve igualmente dois cidadãos estrangeiros, de nacionalidades portuguesa e chinesa.

A confirmação do caso foi prestada pela porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, durante uma conferência de imprensa. A porta-voz informou que a detenção do oficial ocorreu no distrito de Mocuba, embora as autoridades tenham mantido reserva em relação aos factos concretos na origem das diligências.

"Confirmamos a detenção de um membro da Polícia da República de Moçambique no distrito de Mocuba. Continuamos a trabalhar para aferir o seu grau de envolvimento nos factos em investigação", declarou Belarmina Henriques, adiantando que foi constituída uma equipa de inquérito interna para acompanhar a situação.

Sob a alçada do Ministério Público, que lidera as investigações, a corporação policial não avançou pormenores sobre as acusações específicas nem revelou a identidade dos cidadãos estrangeiros implicados, mantendo em aberto a relação entre os três detidos.

Há divergências nos relatos sobre o momento exato em que os suspeitos foram capturados. Enquanto algumas fontes apontam que as detenções ocorreram na véspera da conferência de imprensa, outros órgãos de informação locais sugerem que o comandante já se encontrava sob custódia há mais tempo. A PRM optou por não detalhar o calendário da operação.

Embora não existam confirmações oficiais por parte do Ministério Público ou da PRM, circulam na imprensa moçambicana suspeitas relativas a crimes de associação criminosa, exploração ilícita de recursos minerais e furto agravado. A porta-voz da polícia evitou comentar estas alegações, alegando a necessidade de salvaguardar o segredo de justiça.

A detenção do responsável policial insere-se num contexto de maior escrutínio às forças de segurança no país. Dados do Gabinete Central de Combate à Corrupção revelam que, no primeiro semestre deste ano, pelo menos nove agentes da polícia foram detidos e processados por ilícitos como corrupção passiva, abuso de funções e detenções ilegais.

As investigações em torno do comandante de Chinde e dos dois estrangeiros prosseguem sob sigilo processual, cabendo ao Ministério Público determinar as responsabilidades individuais ao longo do processo.

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