Ciclismo moçambicano celebra regresso do Campeonato Nacional mas encara desafios financeiros | Notícias CLD
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Ciclismo moçambicano celebra regresso do Campeonato Nacional mas encara desafios financeiros

Ciclismo moçambicano celebra regresso do Campeonato Nacional mas encara desafios financeiros

A família do ciclismo moçambicano está a celebrar o encerramento da época desportiva, embora reconheça os vários desafios que a modalidade ainda enfrenta no país. Tratou-se de uma temporada marcante, que levou o Campeonato Nacional para fora da cidade de Maputo pela primeira vez, contudo assinalada pela ausência na Volta a Angola devido à falta de fundos.

O balanço do ciclo que agora termina deixa motivos para satisfação e preocupação. Por um lado, festeja-se o regresso da maior competição nacional após cerca de 15 anos de interrupção e, de forma inédita, fora da capital do país. Por outro, lamenta-se a falta de comparência na prestigiada prova angolana devido a constrangimentos orçamentais, num cenário em que a direcção federativa desdobra-se em esforços para manter a modalidade em movimento.

“Considero a época positiva, porque depois de 15 anos Moçambique volta a acolher o Campeonato Nacional. Foi uma experiência espectacular”, resume João Paulo, presidente da Federação Moçambicana de Ciclismo, ao fazer o rescaldo da prova que voltou a pôr o país a pedalar.

A cidade de Chimoio, capital da província de Manica, serviu de palco para o reencontro da modalidade com os seus adeptos. A edição de 2026 do Campeonato Nacional, exclusivamente masculina, juntou perto de 100 ciclistas vindos de vários cantos do país. A disputa compreendeu duas fases: um contra-relógio individual de 20 quilómetros, com ponto de partida junto ao Conselho Municipal de Chimoio, e uma exigente prova de fundo no trajecto Dombe-Chimoio.

Mais do que a disputa pelo pódio, o evento assumiu um significado simbólico para o desporto moçambicano. Trata-se da segunda vez que o país acolhe o "nacional" desde a criação da Federação, em 2009 — sendo que a primeira edição teve lugar em Maputo — e a estreia absoluta nas províncias. “É a primeira vez que o nacional sai de Maputo para as províncias, porque o objectivo da Federação é mesmo descentralizar e massificar a modalidade a nível nacional”, explicou o dirigente federativo.

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