Aumento de Casos de Corrupção em Moçambique Mobiliza Autoridades e Atinge Diversos Setores | Notícias CLD
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Aumento de Casos de Corrupção em Moçambique Mobiliza Autoridades e Atinge Diversos Setores

Aumento de Casos de Corrupção em Moçambique Mobiliza Autoridades e Atinge Diversos Setores

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de Moçambique reportou um crescimento no número de processos de corrupção instaurados no primeiro semestre de 2026. Ao todo, foram registados 1.646 casos, um aumento de 137 ocorrências em comparação com o mesmo período de 2025. Das investigações concluídas no semestre, 368 resultaram em acusações formais e 191 foram arquivadas.

Segundo os dados apresentados pelo porta-voz do órgão, Romualdo Johnam, a corrupção passiva para ato ilícito lidera as infrações, acumulando 306 processos. A lista de delitos inclui ainda abuso de cargo ou função (144), corrupção ativa (103), simulação de competências (74), peculato (68) e branqueamento de capitais (7).

A conduta de agentes de segurança também está sob forte escrutínio. Em Maputo, três elementos do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) foram detidos em flagrante após exigirem um suborno a um proprietário de um parque de veículos para cancelar uma investigação. Da mesma forma, quatro polícias da PRM foram acusados de prender ilegalmente um cidadão estrangeiro e extorquir-lhe 400 euros para ser libertado.

Práticas ilícitas foram identificadas inclusive dentro do próprio sistema anticorrupção, como no caso de dois investigadores em Manica detidos por exigirem valores financeiros para suspender a execução de um mandado de captura.

Em relação às instituições públicas, o processo ligado ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) segue sob segredo de justiça, contando com sete arguidos — entre pessoas singulares e uma empresa — e a apreensão de 44 imóveis e dois milhões de meticais. Na educação, o desvio de verbas do Fundo de Apoio Directo às Escolas no distrito de Mecuburi envolve 143 indiciados, maioritariamente diretores escolares, acusados de se apropriarem de cerca de 1,84 milhão de meticais.

Na saúde, três funcionários do setor em Inhambane foram condenados a penas de cinco a sete anos de prisão. O grupo extorquiu dinheiro a uma vítima de acidente de viação para realizar uma cirurgia, provocando a morte da paciente por violação de procedimentos médicos.

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