O comentador político António Muchanga manifestou-se publicamente em defesa de Joaquim Siúta, antigo director do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Durante a sua intervenção, Muchanga apelou ao cumprimento da presunção de inocência, sustentando que não se deve rotular o ex-gestor como o principal articulador das alegadas irregularidades na instituição enquanto as investigações estiverem a decorrer.
No decorrer do programa "6 às 9", exibido pela TV Sucesso, o analista refutou diversas informações veiculadas sobre o processo, nomeadamente as suspeitas em torno da empresa pertencente à esposa de Siúta, Elisa Siúta. Segundo Muchanga, a referida firma funciona no distrito de Marracuene e tem como única trabalhadora a própria proprietária.
O comentador, que afirmou ter consultado detalhadamente as listas relativas aos pagamentos de compensações efetuados pelo INSS, criticou a exposição pública de imagens que tentam associar um pastor da sua congregação religiosa a Joaquim Siúta com o intuito de sugerir favorecimentos ilícitos.
A cerca do património imobiliário atribuído ao antigo responsável do INSS, Muchanga apresentou justificações para os proventos financeiros do visado, revelando que um dos seus imóveis esteve arrendado ao Banco de Moçambique por um período aproximado de dois anos. Com rendas diárias na ordem dos 17 mil meticais, os rendimentos exclusivamente decorrentes do arrendamento de imóveis poderiam superar os 24 milhões de meticais por ano, somando-se ao salário oficial que auferia como director da instituição.
Muchanga alertou igualmente para o facto de a condução mediática do caso poder prejudicar a reputação do antigo Presidente da República, Filipe Nyusi. O comentador questionou os motivos pelos quais o relatório de auditoria não foi tornado público durante a governação de Nyusi, considerando que as supostas ilicitudes reportam aos anos de 2022, 2023 e 2024, período em que este exercia a chefia do Estado.
Por último, António Muchanga rejeitou categoricamente a acusação de que Joaquim Siúta terá sido responsável pelo desvio de 510 milhões de meticais, classificando a alegação como falsa e exigindo a apresentação de provas concretas por parte dos acusadores. O caso permanece entregue às instâncias judiciais para o devido apuramento dos factos.