O presidente da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), Isac Marrengula, fez duras críticas à remuneração da classe em Moçambique, classificando os salários atuais como extremamente baixos e insuficientes. As declarações foram feitas no programa "6 às 9", da TV Sucesso, em repúdio às afirmações da antiga ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, que havia defendido que os docentes são bem pagos.
Marrengula denunciou que a implementação da Tabela Salarial Única (TSU) resultou em pesados descontos não explicados nos vencimentos de janeiro. A situação tornou-se dramática para os profissionais que possuem empréstimos bancários ativos, uma vez que as retenções reduziram drasticamente a renda mensal das famílias.
De acordo com o líder associativo, há casos alarmantes de professores submetidos a cortes que chegam a 18 mil meticais. Para ilustrar o impacto, explicou que docentes com vencimentos de 20 mil meticais passaram a ter um valor líquido disponível de apenas 2 mil meticais após as deduções.
Contestando frontalmente a posição de Samaria Tovela, o representante da ANAPRO usou uma comparação forte para enfatizar a precariedade da categoria: "17 mil meticais nem chegam para comprar ração para o cão de um dirigente".
Isac Marrengula considerou lamentável o posicionamento da ex-governante, sublinhando o abismo entre os elevados salários e regalias usufruídos pela elite política e a dura realidade financeira enfrentada diariamente pelos professores moçambicanos.
fonte: timesdetodos.com