O presidente do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha, reconheceu ter orientado a participação dos seus membros e simpatizantes nas manifestações pós-eleitorais, mas ilibou a sua formação política de qualquer responsabilidade pelos episódios de violência, atribuindo a culpa à estratégia adoptada por Venâncio Mondlane. As declarações foram prestadas durante uma entrevista concedida ao jornal Evidências.
Forquilha explicou que o apoio do partido estava estritamente circunscrito a protestos pacíficos e à exigência de justiça eleitoral. De acordo com o dirigente, as instruções dadas aos militantes visavam marchas ordeiras, dentro dos limites da lei e sem quaisquer confrontos. Contudo, acusou Mondlane de ter seguido uma linha de actuação que desviou as acções de rua dos seus objectivos iniciais.
Para além do diferendo político com o seu antigo aliado, o presidente do PODEMOS abordou as tensões internas com a Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM) relativas à gestão dos fundos estatais atribuídos ao partido. Albino Forquilha denunciou intenções de uso indevido desses recursos para fins pessoais por parte de antigos parceiros, defendendo categoricamente que os valores devem ser aplicados exclusivamente na capacitação e no desenvolvimento institucional da organização.
O líder partidário debruçou-se ainda sobre o impacto dos processos judiciais e do congelamento das contas bancárias do PODEMOS, admitindo que tais medidas condicionam o pleno funcionamento dos órgãos centrais da agremiação. Não obstante o cenário adverso, Forquilha rejeitou a ideia de que o partido esteja em declínio, manifestando total confiança de que a formação política irá superar a crise e consolidar a sua posição nas próximas disputas eleitorais no país.
