Um caso alarmante no estado de Assam, na Índia, mobilizou autoridades de saúde e gerou perplexidade internacional. Uma adolescente de 15 anos injetou na própria corrente sanguínea o sangue de seu namorado, diagnosticado com o vírus HIV, com a justificativa de demonstrar lealdade e viver na mesma condição de saúde do companheiro.
Segundo os levantamentos das autoridades locais, os dois se conheceram pela rede social Facebook e mantinham um relacionamento afetivo. Mesmo ciente de que o jovem era soropositivo, a garota usou uma seringa para realizar a transfusão caseira do sangue contaminado para o seu corpo.
Logo após a família descobrir o ato, a jovem foi encaminhada em estado de urgência para uma unidade hospitalar. Os profissionais de saúde iniciaram o tratamento com a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), um protocolo médico emergencial com antirretrovirais que visa bloquear a infecção caso administrado poucas horas após o contato com o vírus.
Em decorrência do caso, o namorado da adolescente foi detido pelas forças policiais de Sualkuchi sob a acusação de cumplicidade. A situação levou especialistas a emitirem alertas sobre os severos riscos biológicos dessas atitudes, destacando a necessidade urgente de dar suporte psicológico e informativo a jovens em situação de vulnerabilidade emocional.